Apareceste

Como se contar os teus passos fosse o meu passatempo, o substituto de qualquer outra coisa. Sigo-te, como se os meus olhos guardassem a tua melhor imagem, a tua melhor fotografia.

Sei qual é o teu olhar apaixonado, conheço esses teus olhos. Tropeço no seu brilho incansável que talvez se tenha perdido para os outros que não se atrevem a olhar pra ti como eu o faço. A tua respiração ofegante ofegou a minha, as tuas mãos encaixaram nas minhas, preencheste o que outrora estava vazio.
Sempre me ensinaram a esperar. E eu esperei. Sempre aprendi a perder. E agora percebo o que pode ser ganhar.

Mas se tudo tem um desenvolvimento e um fim, tira-me desta linha de tempo imaginária e deixa-nos estar neste princípio do fim. Se o meio é aprender a viver sem rasgos de felicidade, deixemo-nos pernoitar neste momento.

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