Escrever

O objetivo é criar um texto em que só podem ser usados, de forma moderada, vírgulas e pontos.

Complicado, não?

Até pode parecer, mas o objetivo é mesmo o contrário, ou seja, descomplicar a gramática inerente à língua. Saber onde usar uma vírgula ou um ponto de forma adequada é, a meu ver, uma tarefa que pressupõe, pela parte do escrevente, muita prática. Aliás, como é que poderíamos aprender de forma adequada sem tentativas? Seria impossível!

À medida que vou escrevendo este texto tento, ao máximo, lê-lo de forma pausada, de forma a detetar erros. Será que me esqueci de uma vírgula? Será que pus vírgulas em demasia?

A pontuação pode parecer, por vezes, uma noção muito básica pois pressupomos que todos nós, como cidadãos instruídos, sabemos pontuar e pausar um texto. É mentira. Como resolver esta problemática? Praticar. Ler e reler. O caminho faz-se pontuando, certo?

Pode parecer estranho, para mim, usar ponto e virgula; para ti, pode ser normal.

Qual é o momento certo em que, olhando para ele, sei que vai fazer sentido numa frase que, não fazendo sentido propriamente dito, tem que fazer sentido propriamente escrito?

Pois; são questões que ficam para o próximo texto. Isto está a ficar parvo; no entanto, tenho de prosseguir.

Onde há virgulas? Onde não há pontos finais; por isso, qualquer coisa de qualquer coisa. Sei lá o que digo… Sei lá eu o que escrevo; mas posso muito bem tentar, certo?

Por vezes pode parecer que, sei lá, não tenho filtro cerebral; pois bem, não sei. Não vou acreditar nessa teoria; embora seja melhor aceitá-la de uma vez por todas.

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