Animais

A nossa máquina mágica está cheio de falhas. O nosso ego quase que grita nos ouvidos dos outros porque nós somos sempre mais importantes que o próximo e o que temos de fazer é sempre mais urgente e a nossa opinião é sempre a mais válida.

Vamos parar um bocadinho; nenhum de nós faz a mínima ideia do que está aqui a fazer.

No entanto, uma coisa é certa — já que aqui estamos e somos tantos, por que não aprender a tolerar a diversidade e a ver a quantidade de coisas positivas que ela traz? Por que não começar a ter mais compaixão? Pelos outros, pela natureza, pelos animais. Sim, esses bichos que achamos tão fofinhos (os cães e os gatos pelo menos, os outros parecem ser mais descartáveis).

Temos muita dificuldade em ver o humano e o animal no mesmo degrau, a tendência para lhe dizer “senta” é maior. Esquecemos que percebem unicamente a linguagem do amor, aquela que todos nós estamos livres de comunicar mas que sofre atropelos diários, até que eles se sentam à nossa beira e, por segundos, somos livres — de novo.

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