És tudo (e até mais)

Quando te digo que consegues, não é somente porque acredito: já vi mulheres como tu, debruçadas no chão a que chamavam Casa, a pedir perdão por algo que nunca fizeram.

A suplicarem por um pedido de desculpas disfarçado de um pedido de amor.

– Ama-me mais. Amar pelos dois dói e podíamos dividir o peso.

Já vi miúdas a entrar em casas vazias na esperança de as transformarem em lares, numa projeção que em nada ia ao encontro dele. Já os vi a fechar portas enquanto as unhas delas iam arranhando a mesma.

-Diz-me o que falta e eu mudo.

Quando tu! Tu tens tudo, acredita porque eu vi e fui.

Contava os meus relógios pelo horário maior: Ele. Enaltecia a minha ideia do que éramos e vivia em função de ideias que nunca me aqueceram as costas. Imaginava e daí vivia. Aparecias em tudo e era ridiculamente feliz.

-Sabes que um dia te levei até aos rochedos? Até adormeceste no meu colo.

Quando te digo que mereces tudo sentido na pele, acredita porque eu sou tu. És mais do que digna de pele contra pele, de um choro descontrolado por quem está a viver pela primeira vez um Amor maior. Pelo menos, real.

Que haja discussões: sobre o sitio onde querem morar. Que haja gritos: para decidirem, de uma vez por todas, quem ama mais. Que percas o controlo: nunca algo te levou a dançar tão feliz numa inocente congelação do tempo.

Aproveita, miúda. E que desta vez sejas tu a decidir quando quiseres mudar o ritmo.

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