A Rita sabe que, de vez em quando, faço yoga pelo que não percebe como é que ainda não fiz as aulas que estão disponíveis todas as manhãs. Na realidade, tinha zero vontade. E nunca passei a ter. Não entendia bem qual seria a razão – não tenho qualquer problema em acordar cedo, adoro esse tipo de aulas e ainda por cima estou num país diferente que nos brinda com uma vista incrível.
Depois percebi: há algo no professor que eu não gosto. Não sei bem explicar porquê mas não foi preciso muito depois de o conhecer para perceber que não nos iriamos dar bem.
Isto tem acontecido frequentemente: Facilmente consigo perceber se vou gostar de uma pessoa ou gostar-gostar. Se ela me vai fazer bem ou se é apenas um visitante temporário. Ou, no máximo, alguém com quem não quero qualquer tipo de relação.
É algo que não vejo e que muitas vezes não se traduz num traço característico da personalidade mas é algo que senti, algo que vi e que não gostei. Por vezes, nem é preciso acontecer algo.
Sim, pode parecer presunçoso tirar conclusões a partir de energias, vibrações, coisas que sinto sem explicação. Mas incrivelmente (ou não) é que se confirmam verdade na maioria dos casos. Ainda assim, dou todas as oportunidades para provar que estou errada pois esse é o meu desejo: eu quero gostar de toda a gente; dar-me bem, pelo menos.
Quando o oposto acontece não fico contente pelo meu instinto estar certo mas começo a aprender que não será possível simpatizar com todos os seres humanos que se cruzem no meu caminho. Há mal nenhum nisso.
Vou chamar-lhe “critério” pois, mais do que nunca, percebo o valor de selecionar as minhas pessoas para que a sinergia que daí resulte seja, maioritariamente, boa. E depois, desejo que todos aqueles que não me afetam positivamente encontrem, também, a sua tribo. E o universo sorrirá.