Assim se intitula o regime de férias mais procurado por turistas. Comida e bebida à discrição, o único limite é o céu e o estômago.
De tanta oferta os olhos brilham momentaneamente, como se fosse isto que preenchesse um buraco qualquer que não é fome. De tanto peixe grelhado e carne no espeto se levar, a vontade de devorar torna-se outra. Não faltam sobremesas mas o aroma torna-se amargo rapidamente.
O que falta, então? O que é que se esqueceram de incluir?
Tudo.
Estou longe de saber se estes rostos que já mastigam o terceiro prato de comida são realmente tristes como parecem mas garanto que poucos emanam luz. Vontade de conhecer. Sabem?
É vê-los sem interesse em saber onde pertencem desde que estejam rodeados dos inferiores que lhes servem mais um copo de sangria.
No dia em que começar a olhar para baixo para quem está ao mesmo nível que eu (entenda-se, toda a gente) tragam-me de volta a humanidade e derrubem-me o ego antes que me perca nele. Reclamem a minha identidade com estalos de noção de quem eu sou — não me deixem levar pela noção de que por eu ser o universo, mereço mais do que tu; sou mais do que tu. Eu sou o universo, sim. Mas tu também. E tu. E ele. E ele é cada um de nós.
E é aqui, no meio de um buffet regado de alimentos, que um “Bom dia” acompanhado de um sorriso carrega a mesma dose de compaixão que juntar os pratos sujos espalhados pela mesa num só único monte.
Que sobre sempre empatia para que a retirada de patamares seja definitiva.