Sou capaz de garantir que já o vi.
Por que razão um ato de altruísmo terá, inevitavelmente, de ser regado a brindes e palmadas nas costas? É assim tão raro que mereça ser celebrado, elevando o autor ao estatuto de herói contemporâneo?
Não me digam que a bondade morreu e que a nova preciosidade é encontrar quem ainda procura um sorriso do outro lado sem nada em troca.
Vou, aliás, contar-vos um segredo: há sempre algo em troca. Nem que seja a sensação de bem-estar.
Aliás, se procuramos sistematicamente sermos mais felizes, será que esses atos de bondade são, inversamente, extremamente egoístas?
Relembro-vos: há sempre algo em troca.
Temo que quando este segredo se espalhar haja um aumento exponencial de atos de altruísmo pois parece um caminho relativamente fácil para um bem que entendemos como primordial: o nosso.