Lua

Olhamos todos para ti. É demasiado ridículo isso não ter a capacidade de nos ajudar a humanizar. Vemos exatamente o mesmo, em horas e ângulos diferentes. Pintamos significados díspares, criamos teorias que não se abraçam. Mas uma coisa é objetiva: todos sabemos que lá estás porque existes. Usamos um dos sentidos para te ver. Isso faz de ti real. Porque apontamos para ti e usamos objetos para te ver de perto.

Porque te demos nome — Lua.

Não olhamos todos para ti. É demasiado ridículo isso não ter a capacidade de nos ajudar ao diálogo, de nos abrir novas cores numa tela que se torna cada vez mais uniforme. Pintamos significados dispares capazes de nos fazerem pegar em armas em nome de algo ou alguém. Mas uma coisa é objetiva; fazemos de interpretações algo demasiado literal. Algo demasiado perigoso. Usamos vários sentidos para te ver, para te tornar como algo que precisa de ser defendido ou protegido. Isso faz de ti real ao ponto de não nos sabermos abraçar nem dialogar sem medo.

Mas demos-te um nome — Religião.

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