Deixa arder

Enquanto o outono se esquece de ser outono, o verão aproveita e mostra o seu protagonismo.

Já não é a primeira vez que o faz. Já poderíamos ter aprendido com essa tua birra idiota de querer chamar a atenção através de labaredas.

Para o ano voltas, mas nesse imenso intervalo temporal em que não estás presente consegues sempre o mesmo — fazer com que a memória de florestas perdidas se apague. Até nos esquecemos das famílias envoltas em gritos, a inventarem forças pois não têm outra opção a não ser continuar.

Não queres crescer. Serás sempre um puto mimado.

Até à última floresta. Até tudo ser cinza.

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