Temos uma necessidade constante necessidade de categorizar pessoas. Bem para além de alimentar estigmas, evidencia a nossa inquietude sempre que algo fora de caixa surge.
E daí nasce um novo compartimento para onde vão todas as novas coisas estranhas: assunto encerrado. A categorização acalma-nos, essa falsa organização é o maior sinal de que somos obsessivos-compulsivos com a ideia de um conceito por definir.
Será medo? Acho que não. Perceciono este acontecimento de uma outra forma, quase como se fosse um momento impar em que saímos da decadência da rotina e somos obrigados a assimilar um novo estimulo: ali está alguém diferente.
O nosso sistema entre em curto-circuito. E, ao mesmo tempo, está mais vivo que nunca. Deixamos que o lado mecanizado seja posto de parte e daí se erga o pensamento.
Espalha-se pela população que exige, assim, um significado imediato para aquele ser peculiar. Damos-lhe um significado. Já é um de nós.
Podemos voltar a jantar em paz.