Venderam-nos a ideia que a inspiração tem uma agenda ocupadíssima que nos condiciona qualquer tipo de ação. Pior: nem nos manda mensagem a avisar que está a chegar. Arromba e porta e senta-se na poltrona, já a pensar no próximo agendamento.
Por isso, devemos agradecer cada vez que ela surge, nem que seja cinco minutos. Aliás, nesse período de tempo, temos a obrigação de a espremer até à última gota, como se fosse a última oportunidade.
Imaginem só se funcionasse assim.
Felizmente, temos a capacidade de contrariar esta ideia que, tantas vezes, é romantizada e leva a que duvidemos do nosso trabalho.
Na verdade, a inspiração pode ser trabalhada — bem, que alívio.
Depende unicamente de nós: com método de trabalho, organização e dedicação podemos deixar de depender da fantasia de sermos (ou não) abençoados com a luz divina.