Todos queremos fazer melhor. Mas para isso, é preciso olhar para o espelho e encontrar todos as fraquezas, limitações e falhas que habitam dentro de nós.
Depois deste trabalho introspetivo que só leva a um sentimento de falhanço completo, devemos sentir-nos motivados para meditar às seis e meia da manhã (como se dormir não nos trouxesse mais paz), fazer pão caseiro e substituir o café pelo chá.
Caso não consigamos alcançar estas três metas, está na altura de estabelecermos mais quarenta e cinco tarefas totalmente utópicas para curto e médio prazo.
Uma semana depois, teremos completado cerca de zero objetivos a que nos propusemos.
Parabéns! Voltamos ao início do ciclo onde nos sentimos fracos.
Eu quero fazer melhor — mas não fecho a porta à desmotivação que bate ocasionalmente à porta. Não desisto porque da primeira vez correu mal.
Por outro lado, saber desistir é, muitas vezes, o melhor caminho. Não forçar. Perceber que: não.
E se não gostas de abacate, não é a manteiga que te vai matar. E se correr é uma tortura, andar funciona perfeitamente.
Não existem soluções em grande escala — e ainda bem. Só assim conseguimos reconhecer e celebrar a nossa individualidade.