No ano passado, a minha cadela faleceu com 17 anos.
Aceitei a sua partida com lágrimas de quem já tinha feito o luto e honrei a sua existência com recordações de todos os momentos que partilhamos em família.
Acompanhou o meu crescimento de criança para adolescente e de adolescente para jovem adulta:
À medida que os seus ossos ficavam mais fracos, a minha assertividade ficava mais musculada. Cada vez que o ladrar se tornava menos sonoro, o barulho da minha coragem tornava-se ensurdecedor. Enquanto a visão dela se ia deteriorando, eu via o mundo com mais clareza – o que permitiu aceitar a partida como algo natural.
Este ano, adotamos uma cadela com 3 meses.
Preparei a sua chegada com o entusiasmo de quem estava prestes a conhecer mais um dos grandes amores de toda a vida.
Acompanhei o seu crescimento de bebé para criança e, agora, de criança para adolescente:
À medida que os seus ossos ficam mais fortes, a minha vontade de lhe mostrar o mundo aumenta na mesma proporção. Cada vez que o ladrar se torna mais estrondoso, tento dar-lhe as experiências necessárias para que o barulho da sua felicidade seja ouvido por todos. Enquanto a visão dela se torna mais apurada, tento transmitir-lhe toda a ternura que sinto por a ter por perto através do olhar.