Andar de avião é estranho:
– Como é que esta caixa consegue pairar no ar e circular entre as nuvens?
De repente, uma descida que se assemelha a uma quebra no motor. Passado cinco minutos, imagino um avião a aproximar-se e a esbarrar no meu.
– Já não ouço aquele barulho estranho há algum tempo, será que estamos parados?
A viagem culmina na aterragem: parece que estamos sozinhos na autoestrada e, de repente, surge um obstáculo que obriga a imobilizar o carro de imediato. Só assim se explicam as palmas que os passageiros teimam em bater e que ficam por dar aos camionistas.
A minutos do fim, a hospedeira faz piadas. Num ápice, a tensão deu lugar a gargalhadas, o choro da criança já nem incomoda e e o avião deixa de ser um objeto de metal perdido no ar.