Cada vez que fugimos do despertador, do abraço da nossa almofada, do frigorífico que espelha a nossa saúde e do carro que acumula o nosso lado sombra, descobrimos que a nossa personalidade é definida por estas ações mundanas.
Sem dar conta, reparamos que não sabemos ser ou estar longe da rotina: a que horas acordo? O que vou comer? Será que o colchão é confortável?
Ao longo do nosso crescimento, é fácil deixarmos de ser os mergulhos, a gargalhada sem filtro ou a mesa partilhada sem horas.
Por muito que a ordem nos acalme, facilmente deixa de preencher o buraco aventureiro e despreocupado que habita em todos nós.
Fugir é essencial para regressarmos menos baços, mais despertos e com saudade da doce melodia da normalidade que pauta os nossos dias.