Não temos sempre de resolver

Eu percebo. É difícil. Teimamos em consertar pela dificuldade em imaginarmos o futuro com o cheiro da ausência.

Quando, tantas vezes, é melhor deitar ao lixo, mudar a fechadura ou apagar o número.

Ah, a burrice. A burrice de não saber imaginar o dia com um sol mais quente, a liberdade de duas pernas a caminhar no mesmo sentido ou da beleza da inércia na nossa voz quando o silêncio fala aos gritos.

Por muito que nos seja vendida a ideia de que temos sempre de lutar, às vezes a vitória traduz-se mesmo em largar o prato e permitir que a vontade de unir os estilhaços não prevaleça.

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