Hidratação no outono

Não é fácil, amigos.

Atingir os níveis de hidratação recomendados pelos médicos afigura-se uma tarefa complicadíssima, reservada apenas para os mais fortes.

Ainda que pertença ao grupo de pessoas que carrega consigo um bidão de água mineral (natural, que a garganta não quer sofrer) todos os dias, a verdade é que chego a casa com a tarefa inglória de o terminar até à tarefa xixi-cama.

E falho. Falho repetidamente. Falho com vergonha por não conseguir realizar a tarefa mais simples do dia-a-dia: beber água.

Se fosse necessário pensar para respirar, confesso que já estaria morta pela preguiça que é ter de inspirar e expirar, só para me manter viva e fazer coisas aventurosas como ingerir 1,5l de água no espaço de 24 horas.

Por outro lado, caio no facilitismo de comer. À bruta. À fartazana. E aí: a vontade de beber água possui-me, procuro copos de água inquietamente e só volto ao estado lúcido quando a bexiga aperta.

Nesse momento, entendo a luta inglória de ter de presenciar a despedida da água representada em liquido amarelado.

Nos raros dias em que cumpro o objetivo a que proponho diariamente, passo mais tempo na casa-de-banho a refletir sobre estes assuntos do que a sentir o meu corpo saudável, esbelto, carregadíssimo de H20.

Vá, já estou nisto há demasiado tempo. E ainda não dei sequer um gole.

Amanhã volto a tentar.

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