Tenho cá para mim que as minhas opiniões são as mais certeiras. As que fazem mais sentido. As que valorizam mais a lógica — atenção, apenas porque foram testadas vezes sem conta até passaram no teste da veracidade.
Por isso, tenho dificuldade em acreditar nestes “eu acho que” que não têm argumentos pra andar. À primeira questão, caem num vazio onde moram outras crenças que partilham a mesma base: serem contra o sistema.
Não quero com isto dizer que tenho as melhores opiniões. Aliás, não são raras as vezes em que nem as tenho. Prefiro gritar “não sei” em vez de dizer “li na net que”.
Aceitar que não sabemos é difícil. Achamos logo que, de alguma forma, perdemos valor. Temos sempre de estar convictos de tudo. Ter uma opinião sobre todos os assuntos. Estar a par de tudo o que acontece.
Ora, dado que isso é impossível, sugiro que tornemos as nossas opiniões à prova de bala: testar, adaptar, mudar se for necessário.
O que tomo como certeza hoje, amanhã poderá ser diferente. E está tudo bem.
Não é por isso que sou menos culta. Pelo contrário — é o maior sinal de inteligência.