Há pessoas que sabem a menta.
Carregam no sorriso a leveza de quem sofre e não fica amargo; de quem parte mas não despedaça.
Há pessoas que cheiram a café.
Têm os olhos marcados pela curiosidade e a inquietude dos mais pequenos traçada no passo acelerado.
Há pessoas que são mousse de café e menta.
São histórias por decifrar, olhares perdidos por reler, bocas por lambuzar.
Há pessoas que são sobremesa — dão vontade de pecar.