Ainda que de forma automatizada, o nosso dia é norteado por escolhas:
Levo esta saia ou aquelas calças?
Viro à esquerda ou vou em frente?
Vou ao ginásio de manhã ou ao fim do dia?
Faço já as compras ou espero até amanhã?
Se num dos cenários poderia ter um acidente onde perdia o braço esquerdo, no cenário oposto poderia cruzar-me com um dos amores da minha vida.
Se numa das decisões poderia chegar atrasada àquela reunião importante e causar uma péssima primeira impressão, na decisão aposta poderia encontrar um cão perdido e devolvê-lo ao seu lar.
Por muito difícil que seja, a decisão tem de ser quase sempre rápida; às vezes, instantânea e com pouco apreço pela racionalização.
Uns dias, ganhamos.
Noutros, nada acontece.
Seguramente, perderemos em tantos mais.
Entre o caos dos acasos, construímos a nossa narrativa.