23 de junho.
O dia que agarra todas as promessas que ficarão por cumprir, todos os beijos que ficarão por dar e todos os encontros que nunca se irão proporcionar.
O dia em que a camisa cheira a sardinha, em que a dança é concedida com costas suadas e que o martelo tem lugar de destaque no início de tudo o que adivinha prazeroso e efémero.
O dia da cerveja gelada, do pão de ontem, do calvo verde com sabor maternal e dos pimentos que só o pai sabe queimar.
O dia em que são declamados poemas de manjericos, em que o dia 24 surge entre a multidão que se perde e encontra nas pontes e que prolonga o disfarce do bem-estar com mais uma bifana no pão.
O melhor dia do ano.