Acordar depois de 8h bem dormidas.
Meditar, nem que seja por breves segundos, e entregar-me ao agradecimento do que me estou a tornar e do que faço por me construir.
Mimá-la com caricias, sabendo que um dia vou ter saudades que suba para a minha cama sem ajuda.
Abrir a persiana e não deixar que o estado do tempo me turve a esperança no dia.
Cuidadosamente preparar o pequeno-almoço.
Ter brio na forma como arranjo o cabelo e ter tempo para encontrar o brinco perfeito.
Conduzir embebida na música que escolhi.
Escolher a narrativa que mais me completa para as próximas oito horas de trabalho.
Cuidar do meu corpo, com todo o carinho que a frequência cardíaca acelerada lhe proporciona.
Voltar a conduzir, mergulhada noutra narrativa diferente e em histórias que circulam pela minha cabeça.
Falar com eles, explicar-lhes os pontos altos e os mais engraçados do meu dia.
Encher a casa de riso.
Jantar com calma e uma boa série de fundo.
Dar-lhe a atenção que merece.
Até ao próximo dia que se assemelhará tanto a este — e está tudo tão, mas tão bem.