Aceita que dói

Aceitar que o iogurte acabou e não compramos outro.

Aceitar que houve mais um acidente do que ontem, precisamente no dia que precisava de chegar mais cedo.

Aceitar que o restaurante já não oferece a refeição com que havia sonhado há um mês.

Mas afinal, não era suposto o universo congeminar sempre a meu favor?

Quer isto dizer que não estou sozinha neste mapa de personalidades que tentam, de forma individualizada, ser?

De que forma é que recupero do choque e o que faço para entender que não vou ter o que quero sem fazer birra, deitar-me no chão do supermercado e gritar pela mãe?

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