Olhei-te com outros olhos sem que me pudesse aperceber.
Por isso, não travei.
Mas olha: não travaria mesmo.
Encantar-me por ti foi a escolha mais surpreendente que não fiz: não sei justificar o como nem o porquê, mas lembro-me de já ser tarde demais quando senti que a tua mão estava sempre longe da minha.
Sem saberes, justificaste a queda nesse labirinto que me deixa receosa do que sairá da minha boca com todo o açúcar que sai da tua.
Com vontade de encher o prato, rapidamente caio na realidade ao perceber que já tens com quem partilhar esse mel.
Resta-me esperar, para que possa escrever-te mais.