Avisam-nos, preparam-nos, consultam-nos, abraçam-nos.
Mas, ainda assim, a dor é tanta.
O término das férias relembra-nos de que os dias de corpo a roçar na areia e de sol a iluminar a cara são sempre escassos; que só os poderemos saborear na sua plenitude no próximo ano, aumentando a dor de os vermos escapar enquanto observamos mais um castelo que é destruido por pés alheios.
Hoje, anseio todos os mergulhos que não dei por achar que a água estava fria.
Hoje, anseio todas as bolas de berlim que não comi por achar que não as merecia.
Hoje, anseio todos os pores-do-sol que não vi por achar que já era hora de jantar.
E no próximo ano, enfrentarei a mesma mágoa; até que saiba dominar essa coisa do carpe diem na sua totalidade.