Sobre a justiça

Quem nos vendeu a ideia de que a vida é justa?

Não é.

Descobri esta verdade absoluta com 28 anos quando fui confrontada com a morte do meu melhor-amigo.

A morte. Do meu. Melhor-amigo.

Ainda parece uma frase que não deve ser escrita. Lida. Proferida.

Por isso:

Como é que é suposto beber dessa cerveja que ele nunca mais vai provar?
Como é que vou dançar essa música que ele tantas vezes pedia?
Como é que vou dar a entoação certa naquela piada se não posso prcurar o olhar de aprovação dele?
Com quem é que posso ser tão crua?
Com quem é que volto a sentir este amor?
A quem entrego o amor que depositei em nós?
Onde é que o deixo ficar?

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