Não, não tenho.
Não assinei nenhum papel que me obrigasse a adotar uma postura que não sei nem quero ter.
Permitam-me estar triste, zangada, no fundo do poço.
Não tentem retirar-me de lá se eu faço questão de estar mergulhada nesse estado de espirito que me abraça dias a fio.
Não tentem acelerar um processo que é lento e penoso só porque os meus olhos ainda se enchem de água cada vez que um brinde é feito no nome dele.
Deixem-me ser incapaz de encontrar alegria no meio do maior caos que já experienciei.
Eu sei — um dia, o sol vai entrar pela minha janela.
Até lá, caminhem em frente e não esperem por mim.
Eu vou já.