Gostava de saber começar e parar se fosse necessário.
Na verdade, nunca aprendi a desacelerar assim que o arranque é feito.
Pelo contrário — ganho velocidade nas subidas e viro o volante com a força necessária para evitar as descidas.
Até que elas me cercam e não tenho por onde fugir.
Como é que lido com a aceitação do decréscimo? Do fim sem a chegada ao fim nos termos a que me propûs?
O sofrimento consequente desta forma de estar desgasta-me. Ainda assim, não sei quais são os mecanismos necessários para ler os sinais, travar e aceitar outro percurso.
Vou preferir sempre a rota que mais me toca, sensibiliza e humaniza. Essa, que tanto me apaixona.
Poupem-me o desenlace.
Já me conheço suficientemente bem para saber que vou querer espreitar por todas as janelas que for abrindo.
Se algum dia as fechar, desconfiem; provavelmente, já me perdi no caminho.