Escrever sobre o facto de qualquer ação minha parecer tão pequena quando faço o exercício de me distanciar fisicamente do espaço onde estou, da cidade, do país, do continente, do planeta, do sistema solar, por aí.
Perceber que, ainda que possa ficar assustada com a minha insignificância, também há momentos em que essa percepção me pode levar a ter a coragem necessária para arriscar.
Sempre fiquei impressionada com as dualidades.
Como é fácil mergulharmos num lado e esquecermos completamente que já vivemos desafogados, não é?
Bem, voltemos ao tema que me trouxe aqui hoje.
É natural sentir-me pequena; começa ali no momento em que abro os olhos e termina no momento em que os fecho e a mente entende esse comando como altura para descansar.
Esse facto poderia paralisar-me: para quê fazer se? Para quê tentar se?
Mas se eu fosse movida a este premissa, o que restaria fazer? Nada.
Por outro lado, entender a nossa pequenez tem o efeito reverso — ai é? Sou nada? Então vou fazer tudo.
Ainda que o melhor seja sempre habitar no meio, é dos papéis mais difíceis de desempenhar. É tão fácil tender para um dos lados que a queda nunca é surpreendente.
Mas continuaremos a caminhar nesse limbo. E a cair. E a subir.
E assim, sucessivamente.