A busca pelo amor que nos segura em todas as horas é dura.
Dizem que está dentro de nós, mas sei lá em que costela é que se alojou ou se está mais perto da minha bacia.
O médico ri-se quando lhe explico que nunca o senti verdadeiramente:
Menina, não é algo palpável. Mas está lá, a nortear tudo o que faz.
Impedem-me de aceitar menos do que mereço, mas como é que sei que o que me é dado é menor?
Imploram-me para não permitir; para fechar a porta.
Mas como é que o faço se traduzo em cada gesto solto e olhar perdido o que sinto como amor?
Explicam-me que um dia o bom chegará tão farto, que o saberei identificar.
Volto a dizer que sempre achei que ele já estivesse comigo, ainda que ausente.
Reviram os olhos, olham-me nos olhos e garantem:
Tu vais sentir! E aí, vais perceber.