Nunca gostei de flores

Não é que goste propriamente delas agora.

Mas aprecio-lhes a beleza.

Sem fazerem muito, preenchem.

Enchem uma sala de cheiros lá de fora, de cores que contrastam com o cinzento das paredes e de beleza que prende o olhar.

Ainda que lhes tenha sido cortado o prazo de vida para o nosso deleite, compreendo o nosso egoísmo.

Permitem-nos uma saída para fora que evoca um regresso mais ternurento. Calmo. Presente.

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