Enquanto almoço virada para o sol, tenho dificuldade em acreditar na aleatoriedade do universo.
Este momento é um pedaço de céu, por diversos motivos:
Não estou condicionada a uma hora de prato e talheres. Posso estender essa noção de tempo sem consequências.
O sol não é escasso, ao ponto de ser certo que surgirá amanhã.
O salmão ainda é fresco e não demonizo o arroz.
A cabeça não dói e já não me queixo da lombar.
Tenho planos para amanhã, o que inclui adormecer no sofá.
Neste segundo, estão todos bem.
E neste, também.