Desde que o Vasco morreu

Sinto a obrigatoriedade de me rodear de coisas bonitas que justifiquem a nossa experiência humana.

Desde a tua partida, abro mais os olhos.

Tenho o olho virado para o céu, por muito que já não espere respostas.
Tenho o olho colado no quadro, para cimentar a certeza de que há coisas bonitas.
Tenho o olho inclinado para o outro, duas mãos que compreendem e uma boca que assegura.

Também tenho o ouvido posto na música, para assegurar a entrada e a saída do meu casulo.
E o nariz perfumado pela maresia, para voltar a ti.

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