Antes de ir de férias, delicio-me a imaginar as memórias que vou criar.
Por muito que me agarre ao momento, parece que sou sempre mais feliz ao saborear a fantasia da antecipação.
Dentro desse espaço, esqueço-me do tempo que é gasto nas viagens de carro, do desconforto de caminhar cheia de tralha, do cansaço de montar a tenda.
Enquanto desfoco das trivialidades que fazem sempre parte desses dias sem horas, pinto uma tela onde só cabem mergulhos, abraços, danças desconexas e noites quentes.
Deve ser este o lado Sol de viver no mundo da Lua.