Qual é a grande diferença entre os elogios e as palavras más?
Umas ouvimos. Outras guardamos dentro de nós.
Umas são ditas. Outras fazem de nós casa.
Que perigo, este. De não saber entranhar as palmas que consolidam a certeza do caminho mas teimar em conviver com o dedo indicador que mostra a falha.
Mas se sempre me ensinaram a não desafiar a gravidade cada vez que a minha existência é validada por outrem, como é que posso reagir a essas palavras bonitas?
Como é que posso refugiar-me na camada neutra da interpretação do que é dito, não correndo o risco de me tornar um calameão a cada novo comentário?