A doçura do Verão

Não sei qual foi a primeira vez que percebi que o verão era mais doce.

Mas rapo-lhe sempre o prato.

Sou mais feliz nos dias compridos, nas noites de lençol, nos fins-do-dia dentro da tenda a besuntar-me de creme em posições desconfortáveis.

A camisola à cinta que fica por usar, os dedos cheios de açúcar dos churros, os jantares no terraço com vista para o céu estrelado.

Gostava que todos os dias longos terminassem com despedidas ao sol com uma toalha na praia.

De comer todos os gelados que ficaram por provar. 

Quero-te sempre às colheradas de sopa.

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