Habitamos muito tempo entre os intervalos de ações.
Entre a preparação para sair de casa e o momento em que chegamos ao destino, adormeço o que me consome.
Sou levada na sinfonia de pequenas ações como atar as sapatilhas, desligar o fogão, analisar a meteorologia, decidir o tom do baton ou como amarrar o cabelo.
Enquanto o foco está assertivo, estou alineada do significado que dou às coisas — sou nada mais do que um robot, anestesiado da obrigação de associar uma emoção a toda e a qualquer vivência.
Apenas faço o que me mandam.