Às vezes, forço a insatisfação que é associada à manhã de segunda-feira.
Não lhe dou troco, não deixo que me enfeitice com momentos de felicidade — aliás, desconfio de todos.
É suposto seres azeda; ou mal temperada.
Não tens hipótese, dia.
És tu contra o mundo.
Por muito que dês, nunca receberás créditos.
Ao minímo azar, és usado como justificação.
Distancias-te tanto da sexta-feira que a invejas.
Ela. A sexta-feira.
Dona do nosso alívio, líder da esperança no futuro.
Abres a porta a acasos, libertas-nos do relógio.
Mas só te valorizamos porque o inimigo está por perto: todas as semanas, até à útima.
Um dia destes, resolvo desafiar o estado normal das coisas e felicito o início da semana, cuspindo em todas as expetativas que o fim me traz.
Só para verem quem manda.