Às vezes, não sei o procuro na noite.
Sei que tira a ficha da corrente cada vez que a aceito.
Sei que me embala quando permito.
Sei que é maior do que eu quando me encosta a um canto.
Mas não sei o que me dá.
Sei que por breves momentos me faz esquecer.
Sei que me permite abraçá-los sem a lembrança constante do tempo.
Sei que me leva à euforia e ao vazio em segundos.
Ainda que possa nunca descobrir o que me dá, sei que lhe devo regressos.