A nossa régua de medição de sucesso não se prende a critérios rigorosos. Mas parece estar sempre dependente do critério tempo.
Se for curto, falhou.
Se parecia que ia ser mais longo, falhou.
Se tinha potencial para se tornar algo mais, falhou.
Se não resistiu contra todas as adversidades, falhou.
Seremos capazes de reconhecer que também existe sucesso em beijos que não se repetem? Em amizades conjugadas no passado? Em casas que já não habitamos?
Que mania é esta de encurtar o significado de cada momento com base em quanto tempo perdurou?
Parem de condicionar uma grandiosidade curta a uma pequenez que não lhe assenta.
Em vez de olharmos para o fim como uma condenação, tenhamos a coragem de lhe dar a mão e dizer:
Conseguimos;
Existimos.