Com tantas coisas a suplicar pelo meu olhar baço, é necessário andar à espreita de tudo o que carrega o potencial de me fazer querer fechar os olhos em jeito de contemplação.
Denoto que o sol de inverno é uma delas.
Quase que esqueço que tenho cinco camadas de roupa. Que entrar em cafés é um exercício extenuante. Que o sofá tem cola.
O sol de inverno é um presente e, como tal, só o recebemos às vezes.
E como qualquer regalo, rapidamente nos esquecemos da razão que o tornou tão especial.