É Natal, é Natal

A mesa já não é a mesma, os lugares encolheram-se.

Pode ser o último dela, desabafo que faz há mais de cinco anos.

Quando passei a acreditar no inferno, confortei-a: olha que ainda vou eu primeiro.

Ela ri-se, como se o inverso não fosse testemunhado todos os dias.

Como se os bons todos ficassem e os maus partissem a seu tempo — como se houvesse distinção entre bons e maus.

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