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Dezembro tem um cheiro específico: a porta fechada e a carta no envelope.

Sabe a qualquer coisa que Janeiro não reconhece pela sua frescura e convite ao novo.

Mas todos sabemos que o primeiro mês é uma janela aberta ao cinzento, à pressão de sentir que temos de cumprir coisas novas.

Ainda que o coletivo nos faça pensar desta forma, porque não começar já a desafiar esse estado de espirito?

Sei que somos capazes de alterar essa crença. 

De não olhar para Janeiro como o livro em branco, mas sim como um novo capítulo desta enorme enciclopédia.

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