Antecedem dias que assinalamos no calendário, mas ainda não o são.
Em vésperas de preparativos para eventos maiores, não sabemos sossegar a impaciência e queremos agarrar o futuro e dar-lhe colo, não vá ele desaparecer.
Imaginamos a roupa, o cheiro e a vista, como se a segurança de uma imagem que raramente corresponde à realidade nos desse mais amparo.
Quando o ponteiro assinala o hoje, o pensamento corre para a consequência do dia em que habitamos e lá se perde a oportunidade de estar presente.
Amanhã, quem sabe?