Os que passam por nós, sem que passemos por eles.
Encolhem-nos em cantos que só nos fazem ver o pó que não limpamos, a viagem que não fizemos, o dinheiro que não temos.
São dias que não assinalamos no calendário, que iremos esquecer pelo desconsolo morno que nos dão.
Nestes dias, o sol está sempre nublado e não há dia seguinte que nos ajude.
A não ser quando, finalmente, chega.