Morremos de medo de ser vistos.
A perceção assusta-nos e tolda-nos o pescoço.
Tomamos todas as medidas necessárias para que ninguém repare que existimos.
Pelo que vejo, ocupar espaço é perigoso; envolve uma noção de respeito pela individualidade que pode chocar com o ego empolgado de outros.
Por outro lado, exige um salto no escuro que denota alguma confiança no que fomos construindo para que as críticas e olhares não sejam interpretados.
Saltemos mais, sem o objetivo pensado.
Com o peito aberto, ainda que embrulhado pelo medo.