A vontade de criarmos nunca é refém do tempo.
Se fosse, ficariamos imobilizados pelo desconforto que é saber que ele passa.
Ao nos esquecermos da verdade absoluta, somos capazes de pegar no barro, ouvir os passarinhos sem os tentar agarrar e caminhar com vagar.
Ao escolhermos a amnésia, ainda somos capazes de ouvir o burburinho doce da felicidade momentânea, tão válido quanto a mentira da sua eternidade.