Não sei bem qual é o truque para sair de um estado em que nada é insosso ou salgado.
O cheiro não me agrada, mas também não me enjoa.
O chão não me incomoda os pés, mas também não os deixa confortáveis.
O calor não me queima, mas ao menos não tenho frio.
A saudade aperta, mas também não desfaz o dia.
Os “nem” não são o ponto de equilibrio, mas uma ausência de estado que me inquieta; é que sempre quis picar-lhes o ponto.