A higienização do que sempre lhes pertenceu sente-se.
Vi-a pela primeira vez no retângulo mal enquadrado na estética centenária da rua, que teimava em apagar a beleza das pedras que se escondiam envergonhadas.
A partir daí, reparei melhor:
Há sempre um bar com bebidas ocidentais que eles nunca conseguirão pronunciar; quanto mais pagar.
Há sempre tradições transformadas em atrações.
Há sempre antigos rituais transformados em espetáculos bi-diários.
Há sempre souvenirs desconectadas da cultura local.
Mas haverá sempre turistas; como eu.