Ainda não estou doente

À minha volta acumulam-se guardanapos, comprimidos e casacos.

Resisto, como se o meu sistema imunitário se tivesse tornado realmente forte. Como se isto não fosse um acaso. Como se, de acordo com a experiência de vivências passadas, não fosse certo que é uma questão de tempo até sofrer do mesmo.

Enquanto escrevo, sinto a garganta a arranhar; pode ser ausência de saliva, pode ser desidratação.

Ou é o vírus, à porta. A decidir se desce, ou se encontra outra vítima.

Engulo, e aceito a minha sina.

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